Trilogia Donkey Kong (SNES)



Que fique claro para todo mundo, Donkey Kong é uma franquia de sucesso, não apenas uma trilogia como sugere meu título como se vocês não soubessem, rsrs. Porém, vou tratar aqui de analisar apenas os 3 jogos do SNES, produzidos pela Rareware (ou Rare para os mais íntimos). É um review geral com base nas minhas jogatinas. Antes disso porém, preciso fazer uma menção honrosa à dois reviews que li sobre o primeiro jogo e são ótimos, são eles:
Donkey Kong Country - Cosmão (SHUGAMES) - 02/04/2010
Recordar é envelhecer: Donkey Kong Country - André Breder (Gagá Games) - 03/04/2010

Apesar dos relatos serem baseados em minhas prórpias experiências gamísticas, ler essas análises me quebraram um galho ajudaram muito. Antes de sair destrinchando os jogos, dei uma passada rápida em cada um deles e o que constatei? Donkey Kong, o astro da trilogia, para minha surpresa, só joga o primeiro jogo. Incrível, eu realmente não sabia. E olha que pra matar essa era só ler atentamente o nome dos jogos: um fala sobre a "Saga de Diddiy Kong" (Diddy's Kong Quest) e o outro algo do tipo "As Encrencas em Dobro de Dixie Kong" (Dixie Kong's Double Trouble).
Em suma, Donkey protagoniza a primeiro aventura com assistência de Diddy, seu aprendiz, que por sua vez é o principal do segundo jogo e conta com ajuda da Dixie, sua gatinha, digo gorilinha namorada. Na última aventura Dixie toma a frente e parte no resgate de Donkey e Diddy, levando consigo seu primo bebê Kiddy Kong. Se perdeu no meio de tantos Kongs? Permita-me apresentar-vos a família:
Donkey Kong
O famoso gorilão da Nintendo. Não o confunda com seu avô Cranky Kong, o  vilão dos fliperamas de 1981, no qual um encanador italiano bigodudo Jumpman salvava a princesa raptada. Donkey, nosso herói, tem uma missão de resgate também. Suas bananas foram raptadas pelo crocodilo K. Rool! Vixe, sai fora jacaré!


Diddy Kong
Amigo e aprendiz de Donkey. Muito ágil e esperto, o chimpanzé Diddy não só ajuda seu tutor na primeira aventura como parte em seu resgate na segunda. É simpático, malandrão e é pegadô. Ééé rapá, o Diddy aí tá pegando a Dixie ali.



Dixie Kong
Namorada de Diddy. Atua em dois jogos, no último brilha como estrela principal. Dixie é uma macaquinha diferente. Ela "avoa"! Ou quase, na verdade só plana. Si, má como? Não sei ao certo, mas o rabo-de-cavalo dela é um cabelocóptero como uma hélice. Bem útil não?

Kiddy Kong
A Família Kong ainda conta com mais um integrante, o bebêzão atrapalhado Kiddy Kong. Escalado para o time no último jogo, Kiddy é parecido com o Donkey Kong no quesito força. Um pouco menos talvez, mas em compensação é mais rápido.





Bolsa, sapato e carteira de jacaré...

Os crocodilos aí em cima são na verdade um só. O vilão K. Rool é "o figurassa"! Tenta se disfarçar de todo jeito, mas não consegue. Acho que o olho esbugalhado entrega (olho esquerdo). No primeiro jogo ele é  rei, no segundo um capitão de navio pirata e no terceiro um cientista maluco à la Frankstein. O plano infalível objetivo dele é dominar a ilha DK e para isso ele não mede esforços, ora furta todo o estoque de bananas dos Kongs, ora rapta o próprio Donkey e por fim até Diddy leva a dele. Mas vem cá, por que um jacaré? E justo um que gosta de bananas? Enfim, seu objetivo-mor nos 3 jogos é deixar o vilão chorando lágrimas de crocodilo, quá, essa foi péssima...

Bem-vindo ao planeta à ilha dos Macacos!
Conhece toda a história certo? Não? Ok, vamos repassar rapidamente a trama:

Donkey Kong Country
Estamos na ilha Donkey Kong. A paz reina absoluta pois a ilha tem um guardião, o gorilão Donkey Kong. Sedento por dominar a ilha, o Rei K. Rool, um crocodilo malvado decide afanar todo o estoque de bananas do nosso herói, o que o enfurece. Donkey parte então, com ajuda de Diddy, em busca das bananas, encontrando pela frente um exército de Kremilings, crocodilos trutas do K. Rool.

Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest 
Agora o vilão K. Rool não é mais rei, mas sim capitão de um navio pirata (Capitão K. Rool), e dessa vez ele é mais audacioso: sequestra o próprio Donkey Kong como plano para domínar a ilha DK. A temática mudou, agora temos um navio pirata com Kremilings piratas e o capitão já mencionado. Novidades claras como trabalho em equipe são acrescentadas.

Donkey Kong Country 3: Dixie's Kong Double Trouble!
Donkey e seu parceirão Diddy  resolvem comemorar a vitória da última aventura pescando. Mas não voltam. Quem volta no lugar deles é o robô Caos à mando de K. Rool  (agora como Barão K. Roolenstein). E o que ele quer? Ganha um doce de banana quem adivinhar! Então Dixie e Kiddy partem na missão de resgate saindo assim da ilha DK e se aventurando no Kremisfério Norte.

Afinal, a gente veio aqui pra jogar ou pra conversar?
 Ok, chega de macaquices, vamos à jogatina, a parte mais gostosa de fazer esse review. Por onde começo? Hum, sei, o ideal é dar uma repassada no primeiro. Mãos à obra:
Ligar a TV,  inserir o Cartucho no console, começar!
Ligar o micro, iniciar o emulador, selecionar o rom, começar!

Donkey Kong Country (1994)
O primeiro Donkey Kong é impressionante desde a tela de abertura. A sensação que eu tive a primeira vez que joguei, anos luz no passado, era que nenhum outro jogo nunca bateria aquele. E sinceramente? No SNES, pra mim, nunca nenhum outro bateu mesmo. O jogo tem tudo que um jogador espera: gráficos revolucionários, jogabilidade excelente, animação dos personagens rica em frames, músicas excelentes e level design impecável!
A gente começa jogando com o Donkey Kong sozinho, mas logo encontra um barril com alguém se debatendo dentro dele (O que o Diddy tava fazendo dentro dele eu não sei!). Você quebra o barril, fala oi pro amiguinho e o que acontece? A dupla se une e saí descendo o sarrafo, certo? Nã-na-ni-na-não. É uma pena, mas os macacos do jogo um são adestrados e só sabem brincar de "Siga o Chefe". Quando um segue, ele só segue mesmo. Não ajuda pegando bananas, não dá uma mãozinha socando o adversário, nem faz pézinho pra você pular mais alto. Nada disso. Ele fica no "banco de reserva", assistindo o pau comer. É na verdade a sua garantia de não morrer logo de prima. Se um morre, o reserva continua. O legal é que você não precisa esperar isso acontecer, apertando select (ou mesmo o botão A - acho que é o A, no emulador me embanano enrolo todo!) eles trocam a vez.
Um lance muito legal do jogo é que a gente encontra o famigerado Cranky Kong  logo no começo da jornada, ele dá conselhos e tals. Outros Kongs aparecem ajudando também, como Funky Kong, um surfista que opera os sistemas de vôos (para os mundos) do jogo e Candy, a gata paquera do Donkey que permite salvar o jogo. Fora isso, você ainda conta com outros amiguinhos animais que te ajudam ao longo do caminho, como Rambi, o rinoceronte e Enguarde, o peixe espada. É só montar neles e sair deitando o cabelo.
 
Em suma, o jogo é maravilhoso em todos os quesitos, principalmente o mais importante: diversão. Se a pessoa jogar e não gostar, deve ter algum problema, pois é impossível ficar indiferente frente a tanta qualidade. Poderia ficar falando muito mais sobre o jogo, mas fazer um diário de bordo não é o objetivo desta resenha, analisar a trilogia sim. Portanto vamos adiante, pois temos mais duas aventuras pela frente.

Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest (1995)
Ah, que maravilha!!! Já vou logo de cara no ponto que achei mais importante: a cooperação da macacada! Que show! O jogo é muito parecido com o primeiro, mas só esse detalhe deu outra perspectiva pra mim!
Dessa vez as estrelas são Diddy e Dixie, e eles podem trabalhar juntos, carregando e lançando um ao outro (basta aperta o A que um sobe no outro e vai embora, pra trocar continue usando o select). Seja para alcançar bananas e outros itens, seja para atacar o inimigo infame. Vou te falar, é muito mais legal assim. E não parou por aí, outras novidades: ao jogar com Dixie, a macaquinha das longas madeixas loiras, você pode planar, ela gira o rabo-de-cavalo como se fosse um helicóptero. Também temos as moedas para coletar. É, com a temática pirata temos ambições maiores por busca ao tesouro (vide tela inicial) e durante o jogo buscamos Moedas Bananas, que servem para comprar informações. Tem outras moedas espalhadas no jogo como a DK e as Kremkoins.

Os animais 'montáveis' também ganharam ação especial. Ao pressionar e segurar o botão A com o Rambi por exemplo, ele "cisca" (tá certo esse termo?) o chão, ao soltar o botão ele parte em disparada. Alguns animais sairam da aventura, dando lugar a outros bichos. Fora isso, uma novidade: em algumas fases os Kongs se transforam nos bichinhos. Ah, e novos Kongs também foram inseridos, porém os tempos mudaram e agora a ajuda é cobrada. É aqui que você gasta sua Moeda Banana. Paga-se pra tudo, desde os conselhos do sábio Cranky Kong até participar de um "gameshow" com Swanky Kong.

Se me falassem que o segundo jogo é melhor que o primeiro eu não ia acreditar. Normalmente continuações não são tão bem feitas, e ainda mais se tratando de um jogo tão foda como o primeiro. Mas a Rare conseguiu se superar. Pra mim, este jogo foi o ponto alto da trilogia. Arrebentou! E pensar que eu não conhecia...

Donkey Kong Country 3: Dixie Kong's Double Trouble! (1996)
Um jogo pra fechar a trilogia com chave de ouro. Só não acho que supera a segunda aventura. Porém, a qualidade continua em alta e temos algumas novidades que vale mencionar. Começo pelo novo personagem, o bebê Kiddy, primo de Dixie, a simia piriguete do segundo jogo. Agora é ela quem dá as cartas, loira, fatal e poderosa. 
Porém, preciso ser sincero com vocês, quando comecei a jogar e vi a dupla em ação pela primeira vez tive a sensação de jogar algo que eu chamaria de "Asterix e Obelix no Planeta dos Macacos." Neste caso, Asterix é Asterixa, haha, horrível eu sei. Brincadeiras à parte, o Kiddy é forte não porque caiu em uma poção de superforça como Obelix, mas pelo simples fato de que ele é um gorila, assim como o Donkey, diferente do Diddy e da Dixie que são um casal de chimpanzés. Mesmo bebê, um gorila é muito mais forte que um franzino chimpanzé.
A atuação em conjunto mudou um pouco: Kiddy pode lançar Dixie para lugares mais altos e ela por sua vez pode lançar Kiddy ao chão causando terremotos. Sacanagem é fazer a mocinha carregar o brutamontes, rs.
Outra novidade é a forma como usamos o mapa, temos uma liberdade maior até para passear pelo mapa  central, não tendo que seguir uma trilha limitada. Fora que é bem stille o passeio de bote logo no início. Depois no desenrolar do jogo podemos fazer um upgrade no barquinho.
Más notícias, o simpático rinoceronte Rambi foi aposentado. Puxa, gostava tanto dele. Agora temos o Dumbo a Ellie. O legal dessa elefoazinha é que ela pode sugar e lançar água. Assim como no segundo jogo, em algumas fases os Kongs se transformam nos animais ao invés de montar neles. Isso acontece poucas vezes no segundo, mas no terceiro acontece mais vezes e logo no início da aventura.



Novidade também quanto ao K. Roll, nesse jogo ele aparece duas vezes: no submarino e depois no castelo. As animações também continuam um show a parte. Ver o bebezão Kiddy se esguelar e bater os "pézinhos" no chão quando "morre" é impagável. A trilogia se conclui deixando um gosto doce e vontade de quero mais, infelizmente a Rare não deu prosseguimento no SNES, pois o 64 estava chegando. História pra outras pessoas contarem.

Macacos me mordam! Quantos mapas!  
O esquema de mapas dos games em questão são bem legais, mas é difícil de explicar. Basicamente existe um mapa central, e cada ponto do mapa é uma fase com várias etapas. Essas etapas estão distribuídas em um outro mapa, no caso um mapa interno das fases. Um tanto quanto complexo de explicar, mas jogando fica fácil de entender. É algo bem inovador para época que no máximo um jogo usava um mapa único, por mais extenso que fosse.


Modo 2 players
Olha, antes de qualquer coisa, preciso contar algo, um probleminha meu: nunca fui fã de esperar a vez do outro jogar. Tenho um instinto egoísta e afobado. É batata, ligou o videogame eu pulo pro joystick. "Quero jogar", "é minha vez", "sai fora" e por aí vai. Quando joguei Donkey Kong Country a primeira vez na casa de meu amigo eu quase surtava quando era ele que jogava e eu ficava com o personagem de apoio (só seguindo o dele automaticamente). Foi minha única decepção real quanto ao jogo. Eu esperava algo do tipo conjunto mesmo, estilo Sonic e Tails. Mas só quando trocava o jogador (usando o select) é que eu podia jogar e vice-versa ou quando um dos dois morria. Tenso! Isso vale para os 3 games. Ah, e jogar contar é pior, porque tem que esperar os dois personagens do teu amigo morrer, coisa e tals. Isso me incomoda devido ao fato de eu não ter paciência para esperar, talvez não te incomode. Talvez você goste desse esquema de dupla. Whatever.

Expectativa final
Se eu gostei? Pataquepariu, amei! Eu já adorava do primeiro, jogar continuações tão bem elaboradas e ainda com um plus nos comandos (interagir com o personagem de apoio por exemplo) só me deixaram mais extasiados com o excelente trabalho da Rareware em conjunto com a Nintendo. Quer um conselho? Para tudo e corre jogar a trilogia Donkey Kong. Mas faça mesmo, você não vai se arrepender! Agora que eu terminei meu review, deixa eu voltar a jogar porque ja bateu vontade de novo...

14 comentários:

  1. Putz!
    Começou a redenção com um pé mais do que direito. O texto está ótimo e muito detalhado. Gostei mesmo de ver que você jogou os jogos e se esforçou para alcançar o objetivo. Se continuar assim sua Redenção já é certa. Com essa dedicação toda esse blog promete muito. Muito legais as montagens com as imagens do jogo.

    Excelente Análise! Meus Parabéns!
    Adorei! Arrasou Mesmo Nem!

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  2. Ae titia!!! Valeu!!! Me dediquei bastante.

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  3. Valeu Leo por citar minha análise no início do seu artigo! E ficou muito bacana o seu post!

    E vou aproveitar para confessar: dos três games da série lançados para o Super NES, até hoje só terminei o primeiro, apesar de ter jogado também os outros dois. Mas ainda arrumo tempo para jogar até o final os famigerados Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest e Donkey Kong Country 3: Dixie Kong's Double Trouble!

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  4. Valeu Breder! Citei porque ficou muito bom mesmo.

    O bom é que não é nenhum martírio, qdo você pegar pra jogar pra valer não para mais!

    Abração!

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  5. Muito bom o texto... Parabéns Leo!

    Donkey Kong pra mim só é bom no SNES, com essa baita trilogia! O que veio depois eu não joguei mto, e o pouco que joguei não gostei.

    Só uma correção: você disse que no DKC 3, K.Rool aparece duas vezes, mas no DKC 2 ele tb aparece duas vezes.

    Uma no castelo normal (passando por todas as fases) e outra lutando na caverna dele no Lost World! Pra isso, é preciso conseguir todas as moedas de bônus! ;)

    No DKC 3, ele aparece no castelo final, e em Krematoa (o mundo perdido), que é aquele vulcão que aparece no meio do mapa depois de rodar em torno das pedras na água.

    De resto, perfeito... Concordo com tudo!

    AbraçoS!

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  6. Fala P.A. blz?
    Valeu cara, fico feliz que tenha gostado e Obrigado pela correção, eu não sabia desse esquema do K.Rool na caverna no Lost World, com certeza vou encarar o bichão!!! E usando o seu detonado que ta show! hehe
    Abração!!!

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  7. É isso aew... Derrota ele lá pra conferir o outro final, bem bacana! (Y)
    Já fiz detonado do DKC1 e DKC2, só tá faltando o 3 agora! ;)

    Vlw pelo elogio!
    Abraços!

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  8. muito boa essas informações, muito obrigado por todas essas informações...
    @ss:
    l-l!@G0

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  9. O segundo é sem dúvida o melhor! Um obra-prima com músicas e fases bem elaboradas. Sem dúvida a Rare se superou!

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  10. mano boa analize
    o meu favorito sem duvida é o terceiro
    pelo fato de ter muitas coisas pra si fazer
    pegar todos bonus ,para pegar todos os Dk para pode pega todos os passarinhos ,pra pode vence o chefão jacaré de vez
    i oque me faiz gosta mais ainda do terceiro é o gorilão bebezão Kiddy ,ele é muito loko
    mas vale a pena jogar os 3 são realmente muito bons

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    1. O terceiro é muito bom mesmo! Acho que toda a trilogia matou a pau, capricharam muito! Valeu amigo, abração!

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  11. Cara ate hoje eu fico de boca aberta com os gráficos dos DK ....Cara é muito bom pra um cartucho da época....é um 3D sensacional, muito melhor ate que os jogos do PS1......Muito se falam dos jogos do Nintendo 64...mas nenhum pega os gráficos SENSACIONAIS dos DK.... Se a industria de games na época tivessem dado mais atenção a esses gráficos, teríamos muito mais jogos que na época eram bons, muito melhores...Os tres DK são bons, mas eu gosto muito mais do DK2 ..... Vou ate ligar o emulador aqui e voltar a joga-los haha

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